Recorde as incidências da partida

Marco Silva repetiu a fórmula que tem dado resultados e apresentou o mesmo onze na receção ao Estoril. Do outro lado, Vasco Matos mexeu em duas peças depois da derrota com o Rio Ave, lançando Stelios Andreou e Xeka para os lugares de Tiago Brito e Guitane. Mais do que trocar nomes, o treinador dos canarinhos reforçou o setor defensivo e apresentou uma linha de três, deixando claro ao que vinha à Luz.
Joel Robles evitou o pior
O Estoril entrou com um bloco muito baixo, praticamente amarrado à missão de fechar caminhos para a baliza de Joel Robles. Lacximicant ainda testou Samuel Soares aos seis minutos, numa defesa tranquila, mas o jogo passou rapidamente a disputar-se quase em sentido único. Perante a muralha defensiva dos canarinhos, Prestianni tentou de fora da área, aos nove minutos, e Sudakov ficou muito perto do golo aos 12', num remate que desviou em Stelios Andreou e foi à barra.
O Benfica tinha bola, domínio do território e paciência para trocar a bola entre os seus homens, mas faltava encontrar o espaço certo. Tomás Araújo atirou ao lado aos 28 minutos, numa fase em que os encarnados estavam completamente balanceados para a frente. Pouco depois, Marco Silva foi obrigado a mexer, com Enzo Barrenechea a sair lesionado e João Palhinha a entrar para a estreia, muito aplaudido na Luz.
O golo acabou por surgir aos 40 minutos, no primeiro remate enquadrado dos encarnados: Sudakov colocou em Prestianni, a bola sobrou para Dahl, que falhou o remate, e Pavlidis aproveitou a sobra, rodou sobre Ferro e atirou a contar.
A vantagem era justa e quase ganhou outra expressão antes do intervalo. Com 74 por cento de posse de bola, o Benfica carregou nos últimos instantes da primeira parte e obrigou Joel Robles a segurar o Estoril. Aos 45+3', Pavlidis tentou picar a bola sobre o guarda-redes espanhol, que defendeu, antes de Prestianni rematar contra um defesa. No mesmo minuto, Bah cruzou para Rafa cabecear e Robles voltou a responder com bons reflexos. Aos 45+4', Barreiro também testou o guardião canarinho, que manteve a diferença pela margem mínima.

Begraoui fez soar a sirene
A segunda parte confirmou o domínio encarnado. Aos 52 minutos, com o autocarro do Estoril todo encostado atrás, Lenglet aproveitou o espaço que ninguém lhe tirou, subiu, subiu, subiu e atirou forte para o fundo das redes. Era o 2-0 e também o retrato de uma equipa visitante demasiado presa ao plano defensivo. Com tantos artistas no relvado, o Estoril passou demasiado tempo amarrado, mais preocupado em sobreviver do que em jogar.
Em sentido contrário, o Benfica continuou a carregar. Prestianni obrigou Robles a nova defesa aos 55 minutos e, aos 65', Stelios Andreou evitou que a bola chegasse a Andreas Schjelderup, recém-entrado e bem posicionado para encostar um cruzamento do argentino. Depois do segundo golo, os encarnados concederam um pouco mais de bola ao Estoril, mas a equipa de Vasco Matos mostrou muito pouco para progredir no terreno e ainda menos para incomodar Samuel Soares.
Mesmo em gestão, o Benfica voltou a ameaçar com Palhinha, aos 76 minutos, após boa jogada de insistência de Dahl pelo corredor direito, e com o próprio lateral dinamarquês, um minuto depois, num remate travado por uma defesa fantástica de Joel Robles. O guarda-redes espanhol continuava a ser o principal motivo para o resultado não ser mais pesado, perante um Estoril incapaz de reagir de forma consistente.

Aos 80 minutos, Marco Silva lançou Durán, Lukébakio e Gonçalo Moreira, mas pouco depois surgiu um momento raro de bom futebol dos canarinhos. Tudo começou num bom passe longo de Ferro e terminou com o avançado franco-argelino a rodar bem e a rematar sem hipóteses para Samuel Soares, reduzindo a diferença e dando algum suspense aos minutos finais. Um pequeno susto que fez soar o alarme para as águias.
O golo do Estoril não apagou, porém, a superioridade clara do Benfica, que teve maturidade para segurar a vantagem e amealhar os três pontos. Em suma, a equipa de Marco Silva foi paciente, insistente e madura perante um adversário que passou quase toda a noite fechado no seu meio-campo.
Melhor em campo Flashscore: Tomás Araújo (SL Benfica)

